Pular para o conteúdo principal

Dilma lança programa com 100 mil bolsas de intercâmbio

MÁRCIO FALCÃO
ANA FLOR
SHEILA D'AMORIM
DE BRASÍLIA 

Ao oficializar nesta terça-feira o programa "Ciência Sem Fronteira", a presidente Dilma Rousseff afirmou que tem trabalhado para criar ações que permitam acesso de pessoas pelo mérito e não pelo "quem indica".
O programa prevê 100 mil bolsas de estudo no exterior para estudantes brasileiros até 2014. São 75 mil bolsas custeadas pelo governo-- um investimento de R$ 3,1 bilhões. O governo espera que 25 mil bolsas sejam financiadas pela iniciativa privada. 

"Nós não estamos fazendo programa baseado no quem indica. Estamos criando no Brasil ações orientadas pelo mérito dentro de um quadro de um grande esforço de garantir que as populações mais pobres tivessem acesso ao mérito. Isso para nós é muito importante", disse. 

Na reunião do CDES (Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social), a presidente reforçou que essa preocupação com o mérito permite a ascensão social dos brasileiros. "A partir do critério de mérito, vamos aplicar outros que podem contemplar gênero, a questão étnica. A questão do mérito é essencial, sem o que não podemos implementar o projeto. Está provado que a política de mérito no Brasil pode contemplar as camadas mais pobres da população", disse.
A presidente destacou que as bolsas são voltadas para as áreas exatas porque há uma deficiência nessa formação. 

"O Brasil tem de reconhecer que tem falhas e fraquezas e se a gente as reconhece nós damos um passo em direção ao fortalecimento. Por isso o foco desse programa está nas áreas exatas. Não estamos dizendo que automaticamente vamos formar 75 mil Einstens [em referencia ao cientista Albert Einsten]. Vamos forma a base de pensamento educacional do país. A expectativa é que eles voltem e se integrem à universidades, às empresas". 


Na reunião de abril do CDES, a presidente já tinha anunciado que discutia o programa. 

As bolsas oferecidas serão prioritariamente para engenharias, ciências exatas (matemática, física, química), computação, produção agrícola, tecnologia aeroespacial, petróleo gás e demais áreas tecnológicas. 

Serão 27,1 mil bolsas para alunos de graduação, 24,5 mil para doutorado de um ano, 9.700 para doutorado integral e 2.600 para pós-doutorado. Outras 700 bolsas vão beneficiar o treinamento de especialistas, 860 serão para jovens cientistas e grandes talentos e 390 serão dedicadas a pesquisadores visitantes no Brasil. 

As bolsas serão oferecidas em mais de 200 universidades fora do Brasil nas áreas de ciências da saúde, ciências da vida e engenharia e tecnologia. A seleção dos bolsistas será feita na primeira fase pelo Sisu (Sistema de Seleção Unificada) e pelo ProUni (Programa Universidade para Todos).

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

PT vai ter candidato próprio em São José do Sabugi

A campanha Agora é a Vez do PT tem tido resultados positivos em toda Paraíba. Em diversas cidades estão surgindo pré-candidatos à prefeito, boa parte com reais chances de eleição, bem com tem sido maior número de vereadores. Neste sábado tivemos a confirmação de que, em São José do Sabugi, o doutor Nilson Medeiros, é o nome indicado pelo PT para disputar a prefeitura. Nilson, é médico, filho de Tantico, mantém uma relação muito boa com Rodrigo Soares presidente estadual do partido. Segundo o seu cunhado, o empresário Herbert Wagner, dr. Nilson está bastante animado na construção de uma candidatura em São José. A fase tem sido de reestruturação do diretório municipal e a conquista de apoios à pré candidatura. O presidente estadual da legenda já confirmou que virá à São José do Sabugi para realizar um grande encontro e consolidar a pré candidatura do dr. Nilson.

Sua bisavó foi pega a dente de cachorro? Presença indígena na história de Santa Luzia

Rommeryto em aula de Campo na Cacimba da Velha Não foi de poucas pessoas que ouvi a expressão: “minha bisavó foi pega a dente de cachorro”. Se trata de mais uma das características que fazem parte da memória coletiva ou do imaginário do povo de Santa Luzia. Essa expressão, assim como palavras como Yayu, Tapuio, Quipauá são evidências de um passado marcado pela existência de nações indígenas no território que hoje é o nosso município. O historiador santaluziense Rommeryto Augusto fez um brilhante estudo que teve como objetivo: “identificar a ocorrência de povoamento indígena na região conhecida como Vale do Sabugy no período do pós-contato (séculos XVII e XVIII), e sua participação na história e na sociedade destas terras cortadas pelos rios Sabugy e Capauá após a interiorização da colonização” (MORAIS, 2011:9). Segundo o autor, a inquietação sobre a existência de povos indígenas em Santa Luzia vem desde a sua infância e perpassou o tempo tornando-se o objeto de seu trabalho ...

Nem oposição aumentou e nem situação diminuiu eleitorado permanece engessado

Nem a oposição cresceu e nem a situação diminuiu e, o contrário também é verdade, nem a oposição diminuiu e nem a situação cresceu: eleitorado de situação e oposição em Santa Luzia permanece engessado sem alterações significativas. Esta é a minha tese sobre a trajetória dos partidos e blocos políticos da nossa querida cidade. Historicamente, vemos que tanto a população quanto os candidatos se decepcionaram com dados estatísticos e caem em completa euforia num momento para desiludir-se em outro. Recordo-me, muito bem, na eleição de 2008 quando se dizia que Ademir Morais teria 2.000 votos de maioria em relação ao seu opositor Francisco Seraphico (Chicão). Como erraram as projeções! A situação baixou guarda e foi surpreendida com uma diferença de 539 votos. Antes disso, o saudoso Antônio Ivo concorreu com Dr. Heuder Liberalino (Heudinho) e, seus aliados, tinham vitória quase que pelo dobro dos votos. Outro erro, oposição mostrou força e o seu desempenho foi melhor do que se dizia. Ma...