terça-feira, 29 de setembro de 2009

Crise... crises...




Esta é uma palavra muito usada contemporaneamente: crise econômica, crise do matrimônio, crise do senado (da política), crise das identidades, crise... crise...

No seu original grego KRISIS o significado é de ação ou faculdade de distinguir, ação de escolher, decidir julgar etc (Ver dicionário HOUAISS). Não é, de acordo com esta definição, algo ruim, mas delicado porque exige discernimento, coragem de encarar o problema e tomar uma decisão que ajuda a sair de determinada situação.

Na cultura chinesa um ideograma representa este conceito trazendo dois elementos: perigo e oportunidade. Novamente, tem-se uma situação de cautela e discernimento...

Quando no mundo da economia, da política, da família do tal amor... as coisas não estão em equilíbrio, quando os problemas se avolumam a ponto que não há condições corrigí-los sem grandes danos ai estamos diante de uma crise. Quando em um casamento os problemas da falta de diálogo, da desconfiança, do individualismo exarcebado se acumulam e o casal não consegue convier em equilíbrio, ou seja, compartilhando os acontecimentos do dia a dia, respetando as limitações de cada um, diz-se estar em crise...

Na economia, ao passo que a cadeia de consumo começou a falhar e, consequentemente, afetar a cadeia de produção, o lucro de empresas foi afetado, teve-se um desequilíbrio de uma determinada ordem econômica, logo, a crise se instaurou.

Sinceramente, não tenho medo da crise. Não é ela em si o problema, porque sabemos que de algum modos estamos sempre sendo desafiados e a incerteza nos acompanha sempre. A questão é ter a coragem e o discernimento necessários para recompor as energias e retomar a vida superando a crise e entrando em novo equilíbrio. As crises têm um poder destrutivo sobre as coisas que não funcionam bem, mas por outro lado, elas têm a grande capacidade regenerativa, elas desafiam todos nós a recompor a vida como diz o sambinha de Noite Ilustrada: "levanta,sacode a poeira e dá a volta por cima"...

Não saberia elaborar uma frase de efeito ou conclusiva sobre a crise, mas as muitas crises que passei e que vejo as pessoas passarem - até o próprio mundo do capital - me fazem perceber como é surpreendente a faculdade humana de reconhecer a queda e mobilizar forças para erguer-se novamente - e mais impressionante ainda é a capacidade de nem sequer reconhecer ou notar que as coisas precisam de reparos ou de maior cuidado. Duas dimensões que nos tornam, de certo modo, contraditórios...

Escrito num fim de tarde de setembro...
CONTINUE LENDO ►

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Para pensar um pouco...

O caráter e a inteligência podem impressionar as pessoas, mas é o amor e atenção que damos a alguém que nos faz brilhantes e inesquecíveis em sua vida.
CONTINUE LENDO ►

Sobre o autor

José Aderivaldo Silva da Nóbrega é Sociólogo. Sua produção acadêmica está concentrada nos estudos sobre desenvolvimento rural, Sociologia do Trabalho, Educação e políticas públicas.Tem Mestrado em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Campina Grande;

Atualmente é professor efetivo de Sociologia nas Escolas Pe. Jerônimo Lauwen em Santa Luzia. Lecionionou a disciplina de Sociologia para alunos do curso de Engenharia Civil da UFCG em 2011. Nos anos de 2009 e 2010 exerceu o cargo de Diretor da Escola Arlindo Bento de Morais em Santa Luzia. Em 2008 foi candidato à vereador pelo PT em Santa Luzia. No mesmo ano produziu o documentário Curta mentragem "Talhado" para o Minstéri da Cultura/Marlin Azul com exibição pelo Canal Futura. Em 2007 desenvolveu a Pesquisa "A migração de jovens rurais para o corte da cana em SP" com financiamento público do CNPQ. Em 2006 integrou a equipe multidisciplinar responsável pela elaboração do Projeto Político Pedagógico da Licenciatura Indínena na Terra Potiguara em Baía da Traição/PB. Foi Presidente do Centro Acadêmico de Ciências Sociais da UFCG nos anos de 2006-2007. Foi diretor da Residência Universitária nos anos de 2005-2007.

Acesse o currículo lattes clicando AQUI









CONTINUE LENDO ►